Não importa quem ou quando. De modo geral, qualquer abordagem sobre adicções, drogas ilícitas ou dependência química costumam vir repletas de tabus, medos e informações que, por vezes, abrem mão de tratar o assunto de modo sério e sem eufemismos.
Afinal, a realidade de quem é usuário, ex-dependente em recuperação ou possui um familiar ou amigo nessa situação, é mais complexa do que gostaríamos. Por isso, torna-se impossível falar sobre adicções sem relacionar com cautela tudo que a envolve.
Neste artigo especial, a EnLite trará até você um conteúdo que irá perpassar as principais questões que se relacionam com adicções e as drogas psicoativas. O objetivo é informar de maneira responsável e, para isso, reunimos os temas fundamentais que precisam ser debatidos. Confira conosco e boa leitura!
O que é adicção?
A palavra “adicção” significa, conforme sua etimologia, “submetido” ou “entregue”. Contudo, ela também representou, na Roma Antiga, um patrício que se tornava escravo por dívida a outra pessoa e deveria trabalhar gratuitamente até que conseguisse quitar seu compromisso financeiro. Neste caso, um “adictu” ao seu prestamista pelo período de tempo necessário à quitação da dívida. Mas em qualquer um dos sentidos, é possível perceber que quando se fala em adicções, falamos em subserviência e controle. O que nos leva ao seu significado nos dias de hoje.
A adicção é uma condição comportamental ou química onde há a inversão da relação entre o sujeito e a coisa. Ou seja, quando uma pessoa se torna incapaz de controlar seus desejos e se submete a ele.
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Definições e características das adicções
De modo geral, os sinais de adicção se apresentam a partir da compulsão pelo uso de uma substância ou da prática de um comportamento que causa dano às relações sociais ou familiares. Nestes casos, apesar das consequências negativas, o indivíduo mantém a continuidade do uso ou da ação.
Porém, muito além da relação entre adicção e o uso de substâncias ou drogas psicoativas, há outros fatores que também configuram um adicto. Por exemplo, o comportamento irresponsável com compras excessivas, a recorrência descontrolada em jogos de azar ou pornografia.
Entretanto, mesmo sendo condições que merecem a atenção de um profissional de saúde mental, estas modalidades de adicções serão temas de outros artigos. Aqui, o foco são as questões que envolvem as drogas psicoativas e ocasionam, por esse motivo, a dependência química.
Adicção, não vício
Um ponto importante para se saber quando o assunto se refere à dependência química é que o uso do termo vício e suas variantes é inadequado.
Primeiramente, porque a ciência considera a adição uma doença crônica, incurável e que apresenta risco de ser fatal, afetando o ser humano em todas as suas dimensões: física, mental, emocional e espiritual, presente inclusive na Classificação Internacional de Doenças (CID). Além disso, o significado de vício pode sugerir uma condição nociva inerente à pessoa. Ou seja, ele dá a ideia errônea de que basta alguém decidir parar com a adicção para que a questão se resolva.
Por fim, o uso correto do termo retira a conotação moral da prática, de modo a não indicar fraqueza de caráter ou falta de disciplina. Afinal, a maior parte das adicções possuem questões muito mais complexas do que isso.
Qual a definição de droga?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a palavra droga se refere a qualquer estímulo ou entidade química, ou mistura delas, que altere a função biológica e possivelmente a estrutura do organismo. Em resumo, o termo abrange desde estímulos como pode ser o trabalho ou o jogo, passando por todas as substâncias naturais ou sintéticas que alterem a fisiologia ou o comportamento de um indivíduo.
Sendo assim, podemos dizer que figuram como droga, a partir do conceito científico, desde a maconha, cocaína, heroína, aos remédios controlados, cafeína, tabaco, álcool, açúcar, dentre outros. Porém, ainda que todos façam parte de uma definição maior da palavra droga, eles não devem ser tratados da mesma forma, seja no contexto social, da saúde ou da legalidade. A seguir, vamos explicar o porquê.
O que são drogas lícitas e ilícitas?
Licitude tem relação direta à legislação de uma cidade, estado, país ou região. Ou seja, as drogas lícitas são as substâncias que causam a alteração biológica que citamos acima porém são permitidas por lei. Por exemplo, as bebidas alcoólicas, o cigarro e o café.
Por outro lado, as drogas ilícitas possuem proibição legal e sua comercialização (e por vezes, uso) causa a aplicação da lei com punições específicas. Neste exemplo, estão a cocaína, heroína, ecstasy, LSD, dentre outros.
Entretanto, é preciso explicar que há drogas que possuem uma regulamentação específica para o uso. Em outras palavras, o que faz dela uma droga lícita é o cumprimento das normas e exigências para o consumo.
Este é o caso dos remédios que o consumo exige prescrição médica ou do plantio da maconha, por exemplo, para fins medicinais. Afinal, acessá-los ou comprá-los sem a devida autorização também é passível de penalidade conforme a legislação da maioria dos países.
Por último, é possível que uma droga seja lícita em um país e ilícita em outro. A maconha, por exemplo, já foi legalizada no Uruguai e Holanda com critérios próprios de cada país. Por outro lado, portá-la na Arábia Saudita pode render multas, prisões, açoitamento público e até morte.
Panorama histórico sobre as drogas psicoativas
Para entender as questões que envolvem as adicções e a dependência química, torna-se relevante analisar o panorama histórico das drogas psicoativas. De modo geral, ele se inicia em tempos remotos, onde a busca humana sempre experimentou substâncias para alterar a consciência, aliviar dores ou proporcionar prazer.
De acordo com registros sobre o tema, o homem utiliza plantas para fins medicinais e rituais desde os tempos remotos. Por exemplo, o ópio era popular no Mediterrâneo há 8 mil anos e há documentos que comprovam seu uso para induzir o sono ou combater dores fortes.
Por sua vez, na América Latina, os povos andinos recorriam à folha de coca como estimulante e remédio. Já na China, a maconha teve uma importância milenar em rituais religiosos e medicinais, que teve introdução na Europa por meio de interações culturais.
O avanço científico do Século 19 e as drogas sintéticas
Se até aqui o uso do que hoje se define por droga não possui dados sobre adicções, com o avanço da química e farmacologia, o cenário começa a ser outro. Isso porque as substâncias naturais com efeitos psicoativos passam a sofrer manipulação em laboratórios. Com isso, surgem as drogas sintéticas e o uso destas substâncias na produção de medicamentos. Por exemplo, a morfina isolada do ópio que se tornaria um dos analgésicos mais importantes; a folha da coca presente em bebidas energéticas como a Coca-Cola; a heroína como um remédio para tosse infantil, de produção da Bayer.
A regulamentação das drogas ao redor do mundo
Para abordar as leis sobre drogas psicoativas e adicções, é necessário antes entender que a soberania de cada país permite que haja diferentes percepções sobre o assunto. Ou seja, não existe – e dificilmente existirá – uma lei única que regulamente as questões que envolvem o uso e a comercialização de substâncias que podem causar dependência química.
Entretanto, após um longo período de proibição e estigmatização, algumas pautas que se relacionam à regulamentação de drogas têm tido discussões com maior embasamento científico. Por exemplo, a que se refere ao uso medicinal do canabidiol, que é extraído da maconha e já apresentou resultados favoráveis para pessoas com transtorno do espectro autista e pacientes oncológicos, dentre outros.

Além disso, quando falamos em regulamentação, não significa legalizar drogas psicoativas ou permitir o uso recreativo. De modo geral, regular é estruturar leis a partir da realidade e especificidades que cada país possui.
Ou mesmo entender, como já aconteceu em nações como Chile, México, Peru, Estados Unidos e, recentemente no Brasil, que é preciso diferenciar o usuário de quem comercializa a droga. Afinal, essa prática favorece a descriminalização de quem pode estar sofrendo com adicções e direciona as políticas públicas para o tratamento e não a punição.
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Por que algumas drogas são lícitas?
Atualmente, pode-se afirmar que o que mais influencia para que uma droga seja lícita ou não tem relação direta com seu nível de toxicidade e a dependência química que ela pode causar. Esses fatores, certamente, surgiram após o advento das drogas sintéticas, que se destinou quase que exclusivamente para o uso farmacológico.
Entretanto, várias delas podem apresentar uma alteração sobre seus riscos e passar a ser percebida de maneira oposto ao que a definia. Para isso, o ideal é levar em consideração outros fatores como
Contexto cultural e social
Há lugares onde o uso de determinadas drogas psicoativas possuem aceitação majoritária. Seja por razões sociais, religiosas ou históricas, a licitude irá se relacionar com a utilização específica, como em rituais. Além disso, quando uma droga tem alto consumo em um grupo, seus riscos e danos podem ser relativizados, como ocorre com o cigarro e o álcool.
Impacto social
Refere-se às associações que o uso da droga é capaz de causar. Por exemplo, violência, criminalidade e desintegração familiar. De modo geral, as drogas lícitas se caracterizam por substâncias que não acarretam esse tipo de problema.
Histórico legal
Todas as leis e regulamentações sobre adicções e drogas psicoativas consideraram o contexto onde o debate aconteceu. Para isso, buscou-se que a proibição ou legalidade atendesse ao interesse social, popular ou político. Como exemplo, podemos citar a proibição do álcool durante a “Lei Seca” dos Estados Unidos ou o interesse turístico que o Uruguai inseriu na pauta ao legalizar a maconha em 2013.
Impacto social e econômico das drogas ilícitas
Outro ponto primordial na compreensão da dependência química se refere às questões que envolvem o crime organizado, a saúde pública e as relações interpessoais. Isso porque a adicção de substâncias ilícitas vai muito além do fator prejudicial do indivíduo.
A seguir, iremos aprofundar sobre cada tópico para explicar a relação direta deles com o uso de drogas psicoativas.
Crime organizado
Mesmo não sendo o tema central deste guia sobre adicções e drogas psicoativas, é impossível abordar o assunto sem considerar as questões de ilegalidade que envolvem a dependência química. Isso porque, a comercialização de substâncias ilícitas está diretamente ligada aos três pontos que explicaremos a seguir.
Tráfico de drogas
Tráfico é toda e qualquer atividade de comercialização de algo que possui proibição legal. Ou seja, ele abrange desde pessoas a animais, produtos e também as drogas ilícitas.
De acordo com dados do Projeto Janus, obtidos através de uma pesquisa de 3 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o tráfico de drogas alimenta a criminalidade, principalmente em regiões de maior vulnerabilidade social. Isso porque ele geralmente está presente juntamente com a ilegalidade de outras práticas, como a comercialização de armas ou crimes diversos.
De modo geral, entende-se que ele contribui também com a degradação econômica, uma vez que essas atividades ilícitas desviam recursos que poderiam ter uso para o desenvolvimento local.
Lavagem de dinheiro
Ao reintegrar o dinheiro da compra e venda de drogas ilícitas à economia formal, o tráfico também prejudica a integridade financeira. Afinal, a circulação dos lucros não passa por arrecadação pública e ainda pode dar a falsa impressão de prosperidade em áreas onde ele acontece.
A violência e as drogas psicoativas
Por último, existe a questão dos números de violência que se acentuam a partir da comercialização de drogas ilícitas. Por exemplo, nos casos de conflitos entre grupos rivais e, em casos de adicções de maior intensidade, muitos dependentes cometem infrações para adquirir a droga, como roubos, furtos e até agressões e mortes.
Para comprovar o fato, um estudo da Unifesp, apurou que uma pessoa com dependência química afeta tanto suas atividades diárias quanto o psicológico dos familiares. E um terço da família de adictos alegam que já sofreram ameaças graves do familiar dependente.
Saúde pública e as adicções
No que se refere ao acesso ao sistema público de saúde para o atendimento de dependentes químicos, o cenário também é preocupante. E ele precisa estar presente na abordagem sobre adicções principalmente em países como o Brasil, onde existe acesso universal e gratuito aos serviços de saúde.
Custos dos tratamentos
Os gastos com o tratamento de dependentes químicos têm crescido significativamente. No Brasil, os custos do Sistema Único de Saúde (SUS) com usuários de drogas já ultrapassaram 9 bilhões de reais. Contudo, esses custos incluem não apenas a reabilitação, mas também o tratamento de comorbidades associadas ao uso de substâncias, como doenças mentais e físicas.
Além disso, há também despesas indiretas relacionadas à perda de produtividade dos indivíduos afetados. Por exemplo, o absenteísmo no trabalho e a incapacidade de realizar tarefas diárias são comuns entre dependentes químicos. Ou seja, resultam em impactos econômicos que se estendem para além do sistema de saúde.
Sobrecarga no sistema de saúde devido adicções
Por sua vez, a sobrecarga no sistema de saúde é uma consequência direta do aumento das adicções. Profissionais da saúde frequentemente relatam sentir-se sobrecarregados devido à demanda crescente por serviços relacionados ao tratamento de dependências.
Outro ponto preocupante é que, conforme declara um relatório do UNODC, essa situação se agrava em comunidades vulneráveis Isso porque é onde o uso de drogas se mostra mais prevalente e os serviços de saúde são menos acessíveis.
Sistema prisional
O sistema prisional brasileiro enfrenta sérios desafios, especialmente em relação à superlotação e à ressocialização de dependentes químicos. A seguir, explicaremos os principais problemas e suas implicações dentro do contexto das adicções de drogas ilícitas.
Superlotação
A superlotação é um dos problemas mais críticos do sistema prisional no Brasil. Afinal, atualmente, há um déficit de aproximadamente 33%. Em outras palavras, existem cerca de 649 mil pessoas presas em um sistema que oferece apenas 482 mil lugares.
E mesmo no atual cenário que busca diferenciar o usuário do traficante, eles são partes de uma única situação: o comércio ilegal de drogas psicoativas. Sendo assim, as consequências da superlotação vão além das condições físicas dos presídios. Isso porque ela cria um ambiente propício para a formação de facções criminosas, que se aproveitam da vulnerabilidade dos presos para expandir seu poder e controle dentro das unidades.
Além disso, a superlotação contribui para o aumento da violência e das tensões e a dificuldade de inibir práticas criminosas.

Ressocialização de dependentes químicos
Por outro lado, a situação que busca a ressocialização de dependentes químicos no sistema prisional também fica comprometida. Afinal, o ambiente insalubre e a falta de políticas públicas de tratamento dificultam o processo de recuperação dos detentos.
Com isso, quem sofre de dependência química fica sem um suporte adequado, o que tende a dificultar a reintegração à sociedade e, claro, aumentar o risco de recaída e reincidência criminal.
Impacto na família e na comunidade
O último ponto que se relaciona ao impacto social das drogas psicoativas e das adicções está em como o comportamento afeta a sociedade e a família do usuário. A começar pela recorrente desestruturação familiar que leva a conflitos, brigas e até separações conjugais.
De acordo com um estudo da UFPR, a dependência química é um fator determinante em divórcios e rompimento de vínculos familiares.
E não para por aí. Os familiares dos dependentes químicos frequentemente enfrentam uma sobrecarga emocional significativa. A partir disso, o ambiente se torna propício para que outras pessoas convivam com estresse, depressão ou ansiedade.
Por fim, como a dinâmica familiar desempenha um papel primordial em crianças e adolescentes, indivíduos adictos podem prejudicar o vínculo afetivo e a comunicação entre pais e filhos. Ou seja, o ambiente caótico pode ser o ponto de partida para que menores de idade fiquem expostos à drogas psicoativas e perpetuem um ciclo de dependência química.
Com isso, além dos problemas que explicamos anteriormente, o dependente e seus familiares acabam sofrendo estigmas sociais que podem causar isolamento ou marginalização. Ou até mesmo a perda de estabilidade financeira e uma situação de maior vulnerabilidade social.
Drogas ilícitas e a lei brasileira
Sem considerar outras propostas ou emendas que tramitam ou aguardam discussão na esfera legislativa ou judiciária, a Lei 11.343/2006 apresenta as principais diretrizes legais sobre o assunto. Para isso, ela teve sanção em agosto de 2006 e institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad).
Em resumo, essa lei define os crimes que se relacionam ao tráfico e uso de drogas. Além disso, também estabelece a diferenciação de usuário e traficante, políticas para a prevenção do uso indevido e a reinserção social de quem vive as adicções.
Crimes e penas
De modo geral, o artigo 33 da lei citada prevê penas que variam de 5 a 15 anos de reclusão e multas em casos específicos, para condutas que incluem importar, exportar, produzir, vender ou fornecer drogas ilíticas. Ou seja, tudo que configura tráfico de drogas.
Porém, no caso do usuário, existem penas alternativas como advertência, prestação de serviços à comunidade e medidas socioeducativas.
Mas como o assunto das drogas psicoativas passa por novas discussões e percepções o tempo todo, o ideal é conferir mudanças legais que podem acontecer. Por exemplo, enquanto a PEC 34/2023 inicia sua tramitação na Câmara dos Deputados, o tema 506 do STF já teve parecer favorável do Judiciário.
O que na prática significa uma proposta de emenda constitucional que busca impedir a legalização de quaisquer drogas ilícitas e outra, que flexibiliza o porte de maconha.
Políticas públicas no combate às drogas: Brasil e mundo
As políticas públicas no combate às drogas são fundamentais para enfrentar os desafios oriundos do uso e tráfico de substâncias ilícitas. No Brasil, essas políticas passaram por evolução ao longo dos anos, na busca de uma abordagem que busca equilibrar repressão e tratamento. Porém, os resultados ainda são ineficientes e distantes da realidade da dependência química e adicções de brasileiros.
Políticas públicas no Brasil
Em 2022, o Brasil lançou o Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (Planad), que estabelece diretrizes para o combate ao uso e tráfico de drogas. O plano se divide em quatro eixos principais, que são:
1 | Prevenção | Cria o Sinap e foca na identificação e avaliação de iniciativas para evitar o consumo precoce de drogas ilícitas;
2 | Redução da oferta | Visa enfrentar o tráfico. Para isso, estabelece a retirada de bens dos criminosos para financiar ações de repressão;
3 | Cuidado e tratamento | Determina a garantia de acesso a programas de assistência e reinserção social para usuários;
4 | Monitoramento e avaliação | Coloca o Conad (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas) como responsável pela supervisão das ações do plano até 2027.
Por fim, além da repressão, o governo brasileiro tem buscado integrar a educação e a saúde pública nas suas políticas. O Programa Cria, por exemplo, visa capacitar profissionais da educação para prevenir o uso de drogas entre crianças e adolescentes; Para isso, ele enfatiza a importância do acolhimento e do fortalecimento de vínculos sociais.
Comparação internacional
As abordagens internacionais para o combate às drogas variam amplamente, de acordo com regras sociais e legais de cada país. Porém, vale a pena explicar algumas políticas públicas de destaque, dentre as quais, separamos a de 8 países com relevância sobre o tema.
Portugal
Em 2001, Portugal descriminalizou o uso de todas as drogas, focando em tratamento em vez de punição. O modelo prioriza a saúde pública, oferecendo serviços de reabilitação e apoio social aos dependentes.
Uruguai
O Uruguai legalizou a produção e venda de maconha em 2013, visando controlar o mercado e reduzir o tráfico. A política inclui regulamentações rigorosas sobre a venda e consumo.
Estados Unidos
Por sua vez, as políticas estadunidenses sobre as drogas psicoativas variam por estado. Sendo assim, alguns adotaram a legalização da maconha para uso recreativo, enquanto outros mantêm uma abordagem mais punitiva. A luta contra opioides se intensificou devido à crise de overdose.
Colômbia
Já a Colômbia tem adotado uma abordagem dual, que foca tanto na erradicação das plantações ilegais quanto em programas de redução de danos. Para isso, o país busca equilibrar a repressão ao tráfico com iniciativas de saúde pública.
Canadá e as políticas públicas para o combate às adicções
Em 2018, o Canadá legalizou a maconha para uso recreativo e estabeleceu um sistema regulatório para sua venda. Em resumo, a política é parte de um esforço para reduzir o mercado negro e garantir a segurança dos consumidores.
Suíça
Na Europa, merece citação a Suíça, que implementou programas abrangentes que incluem a distribuição controlada de heroína e centros de consumo seguros. Essas iniciativas têm sido eficazes na redução das taxas de infecção por HIV e na melhoria da saúde dos usuários, mas devem ser vistas com cautela por refletir o contexto de um dos países com maior desenvolvimento do mundo e orçamento robusto dedicado à questão.
Alemanha
Por sua vez, a Alemanha tem investido em programas que priorizam a saúde pública sobre a criminalização. Ou seja, isso inclui acesso a tratamento e serviços sociais para dependentes químicos. Além disso, o país também colocou a legalização da maconha na pauta política.
Nova Zelândia
Por último, temos a Nova Zelândia que tem promovido políticas que tratam o uso de drogas como uma questão de saúde pública, com ênfase em tratamento e prevenção. Por isso, recentemente, o país aprovou um referendo sobre a legalização da maconha, o que reflete um movimento em direção à descriminalização.
Despenalização e descriminalização: prós e contras
Como ainda é um tema bastante complexo para o debate, a tentativa de despenalização e descriminalização das drogas ilícitas possuem argumentos diversos a favor e contra. Além disso, dada aos diferentes níveis de risco que as adicções podem causar, não é possível estabelecer um padrão único para abordar o assunto.
Contudo, reunimos a seguir os principais argumentos prós e contras que figuram na pauta desta discussão.
Argumentos prós
Primeiramente, temos entre aqueles que defendem a descriminalização das drogas ilícitas, a possível redução do encarceramento. De acordo com quem se posiciona favorável, tornar o consumo em determinadas situações apenas uma questão de saúde pública pode facilitar o tratamento e evitar a superlotação de presídios devido à dependência química de uma pessoa.
Além disso, entende-se que ao tratar usuários sem a estigma do crime, fica mais fácil promover políticas com mais humanidade e eficácia. E claro, isso pode permitir que o usuário busque ajuda sem receio de represálias legais.
Outro ponto neste sentido é que, com a legalização ou descriminalização, é possível estabelecer um sistema regulado que pode garantir a qualidade das substâncias e reduzir os riscos associados ao uso. E também enfraquecer o poder de traficantes, que tem impacto direto na violência resultante da comercialização de drogas ilícitas.
Por último, também há defensores que argumentam que o consumo de drogas é uma escolha pessoal. Por isso, não deve ser criminalizada, respeitando a autonomia individual.
Argumentos contras
Por outro lado, críticos afirmam que a descriminalização pode levar ao aumento do consumo de drogas, especialmente entre os jovens. Afinal, a decisão tende a diminuir a percepção de risco associada ao uso.
Também há preocupações de que a descriminalização não resolva problemas subjacentes de dependência e saúde mental. Ou seja, isso pode até agravar questões sociais relacionadas ao uso de substâncias.
Além disso, quem se posiciona contrário à flexibilização da lei sobre drogas, acredita que a mudança jurídica pode gerar confusão sobre o que constitui uso pessoal versus tráfico. Dessa forma, haveria uma dificuldade maior na aplicação da lei.
Para terminar, existe o medo social de que a descriminalização poderia abrir precedentes perigosos para outras substâncias. Com isso, aumentaria os problemas sociais oriundos do uso de drogas psicoativas.
Tipos de drogas: Efeitos no organismo, riscos à saúde, vias de administração
Após compreender o panorama geral das principais questões que envolvem a dependência química e adicções, é hora de conhecer, na prática, quais são e quais os efeitos e riscos do uso de drogas psicoativas.
Então, para conseguir abranger o tema com toda a responsabilidade que ele exige, iremos explicá-los a partir de toda a complexidade que cada substância possui. Continue a leitura e acompanhe conosco.

Drogas psicoestimulantes
Primeiramente, temos as drogas psicoestimulantes que são substâncias que aumentam a atividade do sistema nervoso central. Dessa forma, resultam em efeitos como maior alerta, concentração e energia.
Porém, enquanto algumas dessas drogas têm finalidade no tratamento de condições como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a narcolepsia, há um alto índice no uso delas de forma indiscriminada ou sem objetivo clínico de outras.
Poppers
Para começar, optamos por citar uma das drogas psicoativas mais populares da atualidade: o poppers. Ainda que sua história se inicie com a produção sintética em 1884 pelo químico francês Antoine Jérôme Balard, inicialmente eles tinham função como um tratamento médico.
Por exemplo, em 1867, o médico escocês Sir Thomas Lauder Brunton documentou o uso clínico do nitrito de amila para tratar a angina de peito. Os pacientes com dores no peito experimentaram alívio completo após inalar a substância.
O nome “poppers” surgiu do som característico de estalo feito quando o frasco de vidro contendo o líquido era aberto. Já na década de 1960, os poppers ganharam destaque como droga recreativa e seu uso se espalhou na comunidade LGBTQ+, especialmente em bares, discotecas e saunas gays da década seguinte.
O uso recreativo do poppers e sua legalidade em alguns países
Ao longo do tempo, a produção de poppers se tornou mais descentralizada e, em muitos casos, ilícita. Hoje, eles são frequentemente vendidos disfarçados como outros produtos, como desodorizantes de ambiente ou limpadores de couro, embora seu uso e venda sejam regulamentados ou proibidos em muitos países.
Na França, por exemplo, sex shops vendem poppers e não há qualquer restrição à aquisição e uso para maiores de 18 anos. Isso porque ele atua como vasodilatador e relaxando a musculatura lisa do corpo, incluindo vasos sanguíneos e esfíncteres.
Em resumo, o popper é uma droga de ação rápida, com efeitos quase instantâneos que duram poucos minutos. Por causar uma sensação de euforia e bem-estar temporária, os usuários tendem a considerar uma melhor performance sexual quando administram o produto.
Contudo, ele pode ocasionar desde taquicardia, tontura como levar à dependência psicológica.
Metilfenidato
O metilfenidato é um medicamento que atua no sistema nervoso central, de modo a inibir a recaptação de dopamina e noradrenalina. Isso resulta em um efeito estimulante e que aumenta a atenção e a concentração.
Por isso, é frequentemente prescrito para crianças e adultos com TDAH, devido à sua capacidade de melhorar o foco e reduzir comportamentos impulsivos.
Ele pode ser encontrado sob diferentes nomes comerciais nas farmácias brasileiras. Por exemplo, Ritalina, Concerta e Metadate. Todavia, está disponível legalmente apenas mediante receita médica.
Como ocorre o uso do metilfenidato
Os medicamentos com metilfenidato, geralmente, são administrados por via oral. Além disso, em suas formulações disponíveis, existem opções com liberação imediata da substância e liberação prolongada.
No caso da dosagem, ela é individual, conforme orientação médica. E para evitar a dependência química e garantir os resultados, o profissional de saúde também realiza um acompanhamento contínuo para ajuste da dosagem ideal.
Perigos associados
Quando ocorre a administração sob acompanhamento médico, os riscos de dependência química do metilfenidato são bem pequenos. Entretanto, o uso indiscriminado pode potencializar efeitos adversos como insônia, nervosismo, aumento da pressão arterial, taquicardia e problemas gastrointestinais.
Por sua vez, em casos mais graves, há o risco de psicose e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Sendo assim, qualquer uso não prescrito é potencialmente perigoso, como por exemplo, de quem recorre ao metilfenidato para aprimorar a capacidade cognitiva.
Lisdexanfetamina
O próximo nome na lista de drogas psicoativas que podem resultar em adicções é a lisdexanfetamina. Apesar do nome complicado, ela é um medicamento psicoestimulante com alto uso no tratamento do TDAH e do Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP).
Comercialmente, ela é conhecida como Venvanse e é um derivado da anfetamina. Sob orientação médica, a substância resulta em efeitos terapêuticos que melhoram a atenção, reduzem a impulsividade e controlam a hiperatividade.
Também disponível em farmácia sob prescrição médica, ela geralmente é encontrada em forma de cápsulas.
Como se usa a lisdexanfetamina
A administração de remédios com lisdexanfetamina também é via oral. Contudo, a fim de evitar a insônia, recomenda-se tomá-la pela manhã. Além disso, os efeitos começam a surgir em torno de 2 horas após a ingestão e podem durar até 14 horas.
Perigos associados ao excesso ou dependência química da lisdexanfetamina
Assim como ocorre com outros estimulantes, a lisdexanfetamina tem potencial para causar dependência, especialmente quando usada sem supervisão médica ou para fins recreativos. Nestes casos, os efeitos adversos podem incluir insônia, ansiedade, aumento da pressão arterial, taquicardia e problemas gastrointestinais. Em casos severos, pode ocorrer psicose ou eventos cardiovasculares graves.
Também é importante pontuar que, embora alguns médicos prescrevam lisdexanfetamina para emagrecimento ou aumento de desempenho cognitivo, esses usos não são aprovados oficialmente e podem ser arriscados.
Bupropiona
Em seguida, temos a bupropiona que é um medicamento que foca, principalmente, no tratamento do Transtorno Depressivo Maior (TDM). Porém, ele também consegue auxiliar na cessação do tabagismo.
Entretanto, a bupropiona é um antidepressivo atípico que atua no sistema nervoso central, exatamente nos neurotransmissores associados à sensação de bem-estar. Por isso, tem prescrição habitual para pacientes que não respondem bem a outros tipos de antidepressivos ou que desejam parar de fumar.
Entre seus nomes comerciais, os mais populares são o Zyban e o Wellbutrin, ambos disponíveis sob prescrição médica, na forma de comprimidos, em farmácias.
Modo de usar
Os comprimidos de bupropiona devem ser engolidos inteiros, sem serem partidos ou triturados, para evitar efeitos colaterais mais intensos. No caso de auxiliar na cessação do tabagismo, o tratamento deve começar enquanto o paciente ainda fuma. O ideal, normalmente, é estabelecer uma data para parar durante a segunda semana.
Perigos associados às adicções de bupropiona
Primeiramente, é importante explicar que a bupropiona pode aumentar o risco de convulsões, especialmente em pacientes com histórico de epilepsia ou distúrbios alimentares como bulimia e anorexia.
Além disso, o uso inadequado pode levar a dependência química e causar efeitos colaterais como insônia, boca seca, náuseas, dor de cabeça e agitação. Reações alérgicas e distúrbios gastrintestinais também podem ocorrer.
Clonidina
A clonidina é um medicamento anti-hipertensivo que atua como agonista dos receptores alfa-2 adrenérgicos. Por isso, seu uso acontece principalmente para o tratamento da hipertensão arterial. Mas ela também pode ter administração sozinha ou em combinação com outros anti-hipertensivos.

Administração e efeito da clonidina
A clonidina costuma ser administrada por via oral em comprimidos. Além do tratamento da hipertensão, a clonidina também serve para a sedação em procedimentos pré-anestésicos, redução da pressão intraocular em cirurgias oftalmológicas e dor pós-operatória.
Em alguns casos, ela pode contribuir para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou até mesmo auxiliar na abstinência de drogas e álcool.
Dependência química da clonidina
A clonidina foi patenteada em 1961 e entrou em uso médico em 1966. De lá até os dias de hoje, ela não é comumente associada à dependência, mas o uso prolongado pode levar à tolerância. Sendo assim, a interrupção abrupta pode causar sintomas de abstinência como aumento da pressão arterial, agitação e ansiedade. Outros efeitos colaterais podem incluir boca seca, sonolência e constipação.
Anfetamina
As anfetaminas são drogas sintéticas estimulantes do sistema nervoso central. Em resumo, elas podem ser administradas por via oral, inalação, injeção ou fumo. Ainda que o uso medicamental atue para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), a narcolepsia e, em alguns casos, a obesidade.
Porém, ela se tornou uma droga recreativa bastante consumida em todo o mundo e a questão se tornou caso de saúde pública. Isso porque há estudos que mostraram que seu uso frequente pode acelerar o envelhecimento cardiovascular em até 25%. Ou seja, isso equivale a adicionar 1 década à idade do coração de uma pessoa de 40 anos.
Riscos no uso contínuo das anfetaminas
Dores no peito, palpitações, convulsões e até mesmo elevação da temperatura corporal são alguns dos sintomas de overdose por anfetamina. Além disso, o uso prolongado pode causar danos irreversíveis ao cérebro, problemas de memória e a redução da coordenação motora.
E não pára por aí. As anfetaminas também podem desencadear ou agravar a ansiedade, depressão, paranoia, delírios, irritabilidade e alucinações. Por fim, desnutrição e perda extrema de peso, problemas dentários e danos ao rins e fígado.
Cafeína
Aqui temos a principal substância presente no popular café, que ainda que cause riscos de menor intensidade quando consumido em grandes proporções, também figura entre as drogas psicoativas. Em resumo, a cafeína é um alcaloide natural encontrado em várias plantas. Ela atua como estimulante do sistema nervoso central.
Também é importante explicar que ela está presente em alguns chás e refrigerantes, além de alguns suplementos e medicamentos.
Com o uso moderado, a cafeína tem efeito para aumentar o estado de alerta, melhorar a concentração e reduzir a fadiga. E sua história é tão antiga que remonta a 2737 a.C. na China. Porém, teve seu isolamento pela primeira vez em 1819, sendo sintetizada apenas em 1895.
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Riscos e efeitos colaterais
De modo geral, a cafeína pode causar dependência leve. Todavia, o uso excessivo pode levar à insônia, ansiedade, problemas gastrointestinais e ao aumento da pressão arterial. Por fim, em casos extremos, a intoxicação por cafeína pode causar taquicardia, convulsões e até ser fatal em doses muito altas.
Nicotina: adicção também a coloca entre as drogas psicoativas
A nicotina é basicamente um alcaloide presente principalmente no tabaco. Ela possui efeitos estimulantes e sedativos. Pode ser consumida através do fumo de cigarros, charutos ou cachimbos, ou por meio de adesivos, gomas de mascar ou sprays nasais para cessação do tabagismo.
Como medicamento, seu uso também consta em terapias de reposição de nicotina para ajudar fumantes a deixar o hábito.
Histórico e efeitos colaterais da nicotina
O tabaco era usado pelos povos indígenas das Américas antes da colonização europeia. Contudo, a nicotina foi isolada em 1828 e nomeada em homenagem a Jean Nicot, que introduziu o tabaco na França no Século 16. Suas propriedades altamentes viciantes, pode
levar a problemas de saúde graves, que incluem doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias. Além disso, o uso de nicotina durante a gravidez e amamentação pode afetar o desenvolvimento do feto e do bebê.
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Depressoras
Enquanto as drogas psicoestimulantes impactam no sistema nervoso central de modo a potencializar sua atividade, as depressoras, com o nome sugere, fazem o oposto. Isso porque elas atuam na redução desta mesma atividade, de modo a gerar um efeito sedativo e tranquilizante.
Aliás, é possível fazer a relação da nomenclatura com o efeito mais comum deste tipo de substâncias, que é a “depressão” das funções cerebrais. Em outras palavras, equivale a diminuir a excitabilidade neuronal e, por esse motivo, causar um estado de relaxamento e sonolência. Além disso, elas tendem a desacelerar processos fisiológicos, como por exemplo, a frequência cardíaca e respiratória.
A seguir, listamos quais são as principais drogas psicoativas depressoras, onde encontrá-las e informações a respeito do uso e malefícios de adicções.
Álcool
Ainda que o foco deste conteúdo seja as drogas ilícitas e seus riscos e efeitos que resultam na dependência química, é impossível não abordar a substância psicoativa com maior incidência de usuários no mundo. Sim, estamos falando do álcool.
Porém, mesmo figurando com grande aceitação social em quase todo o planeta, é importante pontuar que ele é responsável por 2,6 milhões de mortes por ano. Ou seja, isso corresponde a 4,7% de todas as mortes do planeta.
Além disso, a OMS estima que cerca de 400 milhões de pessoas vivem com transtornos por uso de álcool. E claro, seu uso excessivo está incluso entre as adicções que mais causa mortes evitáveis.
Definição e uso do álcool
O álcool é uma substância psicoativa amplamente consumida, principalmente na forma de bebidas. Afinal, seu uso social se relaciona diretamente para relaxamento e celebrações. Por sua vez, os efeitos do álcool variam conforme a quantidade consumida e incluem euforia, desinibição e sedação. Contudo, em doses elevadas, ele causa a depressão do sistema nervoso central. Além disso, o uso crônico pode levar à dependência, doenças hepáticas e problemas cardiovasculares.
Efeitos do álcool no organismo
O etanol, principal componente do álcool, é capaz de interagir com o ácido gama-aminobutírico (GABA) e o glutamato. Ou seja, na prática, ele altera o principal neurotransmissor inibitório e prejudica a comunicação entre os neurônios.
Além disso, ele também afeta o córtex cerebral, o sistema límbico e o hipocampo. Ordenadamente, isso representa; primeiro: aumento da impulsividade e diminuição da capacidade de julgamento; segundo: alterações emocionais que podem resultar em ansiedade e depressão; por fim: menor volume de aprendizado e possíveis lapsos.
Também deve-se lembrar que o excesso no consumo de álcool impacta negativamente na coordenação motora, no equilíbrio, na dicção e na mudança repentina de humor.
Perigos do álcool
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode resultar em intoxicação aguda, que pode ser fatal. Por isso, é primordial a compreensão sobre seus malefícios e, principalmente, a suspensão completa em situações de doenças, complicações sociais e psicológicas ou quando se percebe que o uso figura entre as adicções graves.
Também é necessário explicar que o álcool se associa diretamente com comportamentos de riscos à saúde, acidentes e violência. Por isso, ele está entre as adicções com maior preocupação de políticas públicas em diversos países do mundo.

Morfina: Definição, uso e efeitos
A morfina é um opioide utilizado para o alívio da dor intensa, especialmente em contextos médicos como pós-operatório ou em pacientes com câncer. De modo geral, sua administração ocorre por via oral, intravenosa ou subcutânea.
Os efeitos incluem analgesia eficaz, sedação e euforia. No entanto, também pode causar efeitos colaterais como náuseas, constipação e depressão respiratória.
Perigos na dependência química da morfina
O uso prolongado pode levar à dependência física e tolerância. Ou seja, em doses excessivas, a morfina pode causar depressão respiratória severa e até morte. E assim como acontece com outros tratamentos em drogas psicoativas, é necessário o monitoramento por profissionais de saúde.
Heroína
Em seguida, temos a heroína, que é um opioide ilícito que deriva da morfina. Na verdade, ela surgiu devido a uma tentativa de melhorar o perfil de segurança da morfina. Sendo assim, ela possui o nome técnico de diacetilmorfina e sua sintetização aconteceu pela primeira vez em 1874. Na ocasião, o químico Alder Wright descobriu que ao chegar no fígado, ela se convertia em morfina.
Entretanto, a heroína figura entre as drogas psicoativas com maior poder de adicção, desde que seu uso como analgésico clandestino ficou popular em campos de batalha. Por exemplo, durante a Guerra do Vietnã.
Após isso, ela se espalhou como uma droga de consumo ilegal e atingiu o seu auge na década de 1980. Porém, em 2017, os Estados Unidos avaliou que havia uma espécie de epidemia de heroína no país. O que acendeu o alerta quanto à dependência química ao redor do mundo.
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Modo de consumo e riscos relacionados ao uso de heroína
O uso da heroína como droga psicoativa acontece pela injeção, fumo ou aspiração, de modo a produzir uma sensação intensa de prazer. Em outras palavras, os efeitos incluem uma rápida euforia seguida por sedação.
Todavia, por causa de seu alto potencial para dependência física e psicológica, o uso de heroína está associado a riscos significativos. Por exemplo, a overdose fatal e doenças infecciosas (como HIV) devido ao compartilhamento de agulhas.
Codeína
A codeína é um opioide utilizado para tratar dores leves a moderadas e como antitussígeno. Em resumo, ela serve como medicamento para suprimir ou inibir a tosse. Pode ser encontrada em medicamentos prescritos ou em formulações combinadas e os principais efeitos incluem alívio da dor e redução da tosse.
Por outro lado, entre os principais efeitos colaterais estão sonolência, constipação e náuseas. E claro, o uso inadequado pode levar à dependência, uma vez que em doses elevadas, a codeína pode causar depressão respiratória.
Fentanil
Por sua vez, o fentanil é um composto laboratorial extremamente potente de uso para tratar dores severas, especialmente em pacientes com câncer ou após cirurgias. Para isso, ele produz analgesia intensa com um início rápido de ação.
Já os efeitos colaterais incluem sonolência, confusão mental e constipação. Assim como outras drogas psicoativas, devido à sua potência, o fentanil apresenta alto risco de overdose fatal. O uso recreativo é particularmente perigoso devido à facilidade de superdosagem.
Metadona
A metadona é uma droga sintética utilizada no tratamento da dor crônica e na terapia de substituição para dependentes de opioides.Afinal, ela oferece alívio da dor com menos risco de dependência comparado a outros opioides.
Dentre os efeitos colaterais incluem sonolência e constipação, além de causar dependência física. A overdose é uma preocupação significativa devido à sua longa meia-vida.
Tramadol
O tramadol é um analgésico que atua no sistema nervoso central para aliviar dores moderadas a intensas. Isso porque seus efeitos incluem analgesia com menor potencial para dependência em comparação com opioides mais fortes. Sendo assim os efeitos colaterais podem incluir tontura e náuseas.
Embora tenha menor risco de abuso, o tramadol ainda pode causar dependência em alguns usuários.
Oxicodona
Em seguida, temos entre as drogas psicoativas, a oxicodona, bastante comum no tratamento da dor moderada a severa. Ela está disponível em formulações de liberação imediata ou prolongada e produz alívio da dor com sedação como efeito secundário comum. Os efeitos colaterais incluem constipação, náuseas e depressão respiratória.
Hidromorfona
A hidromorfona é um analgésico opioide usado para tratar dores severas que não respondem a outros analgésicos. Em resumo, os efeitos incluem analgesia eficaz com sedação como efeito colateral comum. Contudo, pode causar constipação e náuseas.
Tapentadol
O tapentadol é um analgésico que combina propriedades opioides com inibição da recaptação de norepinefrina. Devido a isso, tem uso para dores moderadas a severas. Afinal, ele oferece alívio eficaz da dor com menor risco de dependência em comparação com outros opioides tradicionais.
Ainda assim, o uso inadequado pode levar à dependência física.
Loperamida
A loperamida é um medicamento anti diarreico que atua reduzindo a motilidade intestinal. Para isso, ela se mostra eficaz na redução da frequência das fezes sem causar efeito psicoativo significativo.
Porém, em doses elevadas, pode causar toxicidade cardíaca ou até morte. Por isso, não deve ser usada como substituto de opioides.
Benzodiazepínicos
Os benzodiazepínicos são uma classe de medicamentos usados principalmente para tratar ansiedade, insônia e convulsões. De modo geral, eles produzem sedação, relaxamento muscular e amnésia anterógrada como efeitos desejados; os efeitos colaterais incluem sonolência excessiva.
Entre seus principais perigos, deve-se saber que o uso prolongado pode levar à dependência física. Além disso, a combinação com álcool aumenta o risco de overdose fatal.
Barbitúricos
Por fim, na lista das drogas psicoativas capazes de causar adicções, estão os barbitúricos. De modo geral, eles são sedativos utilizados no tratamento da ansiedade grave ou insônia e produzem sedação profunda.
Assim como outros compostos desta relação, os efeitos colaterais incluem confusão mental e depressão respiratória, com alto potencial para o abuso.
Opioides
A próxima categoria de drogas psicoativas são os opioides. Para explicá-los, é preciso considerar que eles são uma classe de substâncias que atuam nos receptores opioides do sistema nervoso central e produzem efeitos analgésicos e sensação de bem-estar. Eles podem ser naturais (derivados da papoula), semissintéticos ou totalmente sintéticos.
Mesmo que originalmente desenvolvidos para o tratamento da dor moderada a intensa, os opioides são eficazes no alívio da dor aguda pós-cirúrgica e em cuidados paliativos.
Apesar de sua eficácia analgésica, os opioides apresentam riscos significativos. E até aqui, abordamos apenas o uso prolongado ou inadequado sob prescrição médica. O que significa que no caso do uso recreativo, eles podem potencializar a tolerância, dependência física e psicológica, além do risco de overdose.
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Como os opioides agem no organismo
O mecanismo de ação dos opioides envolve a ligação a receptores específicos no cérebro e sistema nervoso, bloqueando sinais de dor e aumentando a sensação de prazer. Dessa forma, a combinação de alívio da dor e euforia contribui para seu potencial de abuso e dependência. A seguir, explicaremos detalhadamente sobre os principais opioides e sua relação com a dependência química.
Ansiolíticos (tranquilizantes)
Os ansiolíticos, também conhecidos como tranquilizantes, são medicamentos utilizados para tratar transtornos de ansiedade e insônia. Surgiram na década de 1950, com o desenvolvimento dos benzodiazepínicos e a administração acontece por via oral, em forma de comprimidos ou cápsulas.
Contudo, eles têm entre os principais riscos a dependência, tolerância, sonolência excessiva e comprometimento cognitivo. Além disso, o uso prolongado pode levar à síndrome de abstinência quando interrompido abruptamente e, no caso de interações com o álcool e outros depressores acarretam sérios danos ao sistema nervoso central.
Inalantes/Solventes
Os inalantes são substâncias voláteis que produzem vapores químicos que podem ser inalados para induzir efeitos psicoativos. Segundo estudos, seu uso remonta a civilizações antigas, mas se popularizou no Século 20.
Para o uso, eles são inalados diretamente de recipientes ou absorvidos em panos. Os riscos incluem danos cerebrais, hepáticos e renais, arritmias cardíacas e morte súbita por inalação. E claro, o uso crônico pode causar déficits cognitivos permanentes. São particularmente perigosos para gestantes, podendo causar malformações fetais.
Drogas alucinógenas
LSD
O próximo da lista das principais drogas psicoativas figura até mesmo na cultura pop de meados do Século 20. Por esse motivo chegou a ser inspiração para a canção Lucy in the Sky with Diamonds dos Beatles e para o álbum Pet Sounds, dos Beach Boys. Ainda assim, não deve-se romantizar as adicções por LSD (dietilamida do ácido lisérgico). Afinal, ele é um potente alucinógeno sintético criado em 1938 pelo químico Albert Hofmann e pode desencadear comportamentos perigosos durante o efeito.
De modo geral, seu consumo ocorre por via oral, geralmente em pequenos pedaços de papel absorvente. Os principais riscos incluem bad trips com pânico e delírios, flashbacks recorrentes e exacerbação de transtornos psiquiátricos.
Não causa dependência física, mas seu uso frequente pode levar à tolerância. Por fim, o LSD exerce interações perigosas se for utilizado junto com o lítio ou outros antidepressivos.
Psilocibina
Aqui temos o composto alucinógeno encontrado em certos cogumelos. Porém, a psilocibina tem uso há milênios em rituais indígenas e seu consumo se dá pela ingestão dos cogumelos secos ou em chá.
Os principais riscos incluem bad trips com ansiedade intensa, náuseas e vômitos e entre os efeitos é possível que haja o exacerbamento de transtornos psiquiátricos latentes e causar flashbacks.
Entretanto, o uso frequente leva à tolerância rápida.
A psilocibina não causa dependência física, mas pode gerar dependência psicológica. Além disso, há o risco de confusão com espécies tóxicas de cogumelos.
Mescalina
A mescalina é um alcaloide alucinógeno encontrado em certos cactos, como o peiote, usado há milênios por povos indígenas. É consumida pela ingestão do cacto seco ou em chá e tem, entre os principais riscos, as bad trips com ansiedade e pânico, taquicardia, hipertensão e hipertermia. Outro ponto é que ela também pode potencializar os transtornos psiquiátricos e causar flashbacks.
Por fim, assim como os cogumelos, há espécies de cactos tóxicos e/ou venenosos, que podem gerar confusão entre os usuários leigos.
DMT
O DMT (N,N-dimetiltriptamina) é um potente alucinógeno encontrado em diversas plantas e produzido endogenamente no corpo humano. Seu consumo ocorre por inalação, injeção ou em bebidas como a ayahuasca.
Além disso, os principais riscos incluem bad trips intensas, taquicardia, hipertensão e convulsões. Pode exacerbar transtornos psiquiátricos latentes.
Também não causa dependência física, mas seu uso frequente pode levar à tolerância ou causar riscos maiores se houver interação com antidepressivos e outros medicamentos serotoninérgicos.
5-MeO-DIPT
Mais uma entre as drogas psicoativas com um nome complexo, mas resumidamente, o 5-MeO-DIPT é um alucinógeno sintético da classe das triptaminas, criado na década de 1990. É consumido por via oral ou inalação.
Entre seus principais riscos incluem bad trips com ansiedade intensa, hipertermia, convulsões e síndrome serotoninérgica. Outro ponto importante a se conhecer é o fato do 5-MeO-DIPT exacerbar transtornos psiquiátricos latentes. Logo, seu uso frequente pode levar à tolerância.
Não há dados conclusivos sobre seu potencial de dependência. Interações perigosas podem ocorrer com outros serotoninérgicos.
MDMA
O MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) é uma droga sintética com efeitos estimulantes e alucinógenos, criada em 1912 e popularizada na década de 1980. É consumida por via oral em comprimidos ou cápsulas. Os principais riscos incluem hipertermia, desidratação, hiponatremia, arritmias cardíacas e insuficiência hepática. O uso frequente pode causar neurotoxicidade e déficits cognitivos. Pode levar à dependência psicológica e síndrome de abstinência. Interações perigosas ocorrem com antidepressivos e outras drogas[12].
Anticolinérgicos
Para encerrar a lista das principais drogas psicoativas que podem causar adicções e dependência química, temos os anticolinérgicos. De modo geral, eles são substâncias que bloqueiam a ação da acetilcolina, um importante neurotransmissor no sistema nervoso.
Em outras palavras, os anticolinérgicos atuam como antagonistas dos receptores muscarínicos e nicotínicos e interferem assim na transmissão de sinais entre as células nervosas e os órgãos.
Tipos principais de anticolinérgicos
São dois os tipos de anticolinérgicos: os diretos (antimuscarínicos), que antagonizam os receptores muscarínicos e os indiretos, que interferem na síntese, armazenamento e liberação da acetilcolina.
Esses medicamentos têm diversas aplicações terapêuticas, que incluem:
– Tratamento de distúrbios respiratórios como asma e DPOC;
– Manejo de problemas gastro intestinais e urinários;
– Controle de sintomas da doença de Parkinson;
– Uso como relaxantes musculares em cirurgias;
– Tratamento de tontura e enjoo por movimento, entre outros.
No entanto, os anticolinérgicos também podem causar efeitos colaterais significativos, especialmente em idosos. Por exemplo, a boca seca, visão turva, constipação, retenção urinária e, em alguns casos, confusão mental e comprometimento cognitivo.
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Efeitos das drogas psicoativas no organismo
Até aqui, entendemos sobre as diferentes formas pelas quais as drogas psicoativas afetam o corpo e mente de um indivíduo. Em outras palavras, foi possível notar que elas possuem características diferentes, a depender de sua composição e dosagem no uso.
Entretanto, é possível reunir de modo amplo os principais impactos que as adicções diversas causam no organismo. Abaixo, trouxemos um mapa mental para melhor compreensão do assunto.

Dependência química: Entendendo o ciclo de adicções e seus mecanismos
A dependência química é um problema de saúde complexo que afeta, segundo o Relatório Mundial sobre Drogas de 2023, cerca de 284 milhões de pessoas em todo o mundo. Além disso, o estudo também indica que na faixa etária entre 15 e 64 anos, o índice de pessoas que usaram drogas em 2020 foi 26% maior do que na década anterior.
Afinal, o que define a dependência química?
A dependência química é uma condição em que uma pessoa se torna física e psicologicamente dependente de substâncias que alteram o funcionamento do sistema nervoso central. Ou seja, ela se caracteriza tanto no uso de drogas psicoativas legalizadas como álcool e cigarro quanto medicamentos prescritos e drogas ilícitas.
É óbvio que a avaliação e tratamento da dependência química deve sempre considerar o contexto da adicção, histórico do indivíduo e outras questões relacionadas. Entretanto, mesmo em casos menos severos de uso recorrente, é necessário uma abordagem complexa e humanizada a fim de enxergar a dependência como ela é. No caso, uma doença.
Como caracterizar uma condição de dependência química?
O dependente químico desenvolve uma relação alterada com a substância, que na maioria das vezes demonstra os seguintes comportamentos:
- Compulsão pelo uso;
- Dificuldade em controlar o consumo;
- Uso contínuo apesar dos prejuízos evidentes;
- Tolerância aumentada;
- Sintomas de abstinência quando o uso é interrompido.
Por isso, é importante entender que a dependência química não é uma questão de fraqueza moral ou falta de força de vontade. Afinal, trata-se de uma doença complexa que afeta o cérebro e o comportamento do indivíduo.
Mecanismos biológicos da dependência química
Os mecanismos biológicos da dependência química estão intimamente ligados ao funcionamento do sistema nervoso central, especialmente ao sistema de recompensa do cérebro. Isso porque quando uma pessoa consome drogas, ocorrem alterações significativas na química cerebral, como:
Liberação de neurotransmissores | Primeiramente, as drogas estimulam a liberação excessiva de neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina;
Ativação do sistema de recompensa | Em seguida, a liberação de dopamina ativa o sistema de recompensa do cérebro, produzindo sensações intensas de prazer e euforia;
Adaptação neural | Com o uso contínuo, o cérebro se adapta à presença da droga e reduz sua sensibilidade aos neurotransmissores naturais;
Tolerância | O organismo passa a necessitar de doses cada vez maiores da substância para obter os mesmos efeitos, um fenômeno conhecido como tolerância;
Alterações estruturais | Por último, o uso prolongado de drogas pode causar mudanças duradouras na estrutura e funcionamento do cérebro.
Mecanismos psicológicos da dependência química
Além dos aspectos biológicos, as adicções ocasionam complexos mecanismos psicológicos, como é o caso de:
Condicionamento | O uso repetido da droga cria associações entre o consumo e certas situações, lugares ou emoções;
Automedicação | Muitas pessoas usam drogas como forma de lidar com problemas emocionais ou transtornos mentais não tratados;
Reforço negativo | É quando o alívio dos sintomas de abstinência através do uso da droga reforça o comportamento de consumo;
Distorções cognitivas | O dependente desenvolve crenças e pensamentos distorcidos que justificam o uso contínuo da substância;
Mecanismos de defesa | Negação e minimização são comuns entre dependentes químicos, dificultando o reconhecimento do problema.
O ciclo vicioso da dependência
A dependência química se estabelece e se mantém através de um ciclo vicioso que envolve aspectos físicos, psicológicos e sociais. Neste caso, é possível elencar 10 etapas pelas quais a maior parte dos adictos de drogas psicoativas passam. Continue a leitura para conhecê-los.
1. Uso inicial | Geralmente motivado por curiosidade, pressão social ou busca por alívio emocional;
2. Experiência prazerosa | Os efeitos positivos iniciais reforçam o comportamento de uso.
3. Uso repetido | A pessoa busca repetir a experiência prazerosa, aumentando a frequência de consumo;
4. Tolerância | O organismo se adapta, exigindo doses maiores para obter os mesmos efeitos.
5. Dependência física | O corpo se torna dependente da substância para funcionar “normalmente”;
6. Abstinência | Quando o uso é interrompido, surgem sintomas desagradáveis que impulsionam o indivíduo a usar novamente;
7. Compulsão | O desejo intenso de usar a droga se torna incontrolável;
8. Consequências negativas | O uso contínuo leva a problemas de saúde, sociais e legais;
9. Tentativas frustradas de parar | O dependente tenta parar, mas recai devido aos sintomas de abstinência e à compulsão.
10. Retorno ao uso | O ciclo se reinicia, muitas vezes com uso mais intenso.
Fatores de risco: Genéticos, ambientais, psicológicos
Para reiterar toda a complexidade que envolve o tratamento de adictos em drogas psicoativas, é crucial compreender todos os fatores de risco que costumam fazer parte do círculo social do usuário. Também explicamos sobre eles a seguir.
Fatores de risco genéticos
Primeiramente, devemos reforçar que os fatores genéticos desempenham um papel significativo na vulnerabilidade à dependência química. Estudos em famílias, gêmeos e adoção fornecem evidências da importância dos fatores hereditários na transmissão da suscetibilidade às dependências.
Além disso, há pesquisas que indicam que filhos de alcoólatras têm quatro vezes mais chances de desenvolver alcoolismo. Ou seja, a genética influencia como o corpo e o cérebro respondem às substâncias, afetando a tolerância e a sensibilidade aos efeitos das drogas.
No entanto, a herança genética não determina diretamente a dependência, mas sim condições de vulnerabilidade que, em conjunto com fatores ambientais, podem levar ao desenvolvimento do transtorno. Estudos moleculares têm estabelecido associações entre polimorfismos genéticos e as dependências, com destaque para o sistema dopaminérgico. É importante ressaltar que a dependência química é considerada uma doença complexa, envolvendo múltiplos genes e sua interação com o ambiente, seguindo um modelo epigenético de desenvolvimento.
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Fatores de risco ambientais
Os fatores ambientais desempenham um papel crucial no desenvolvimento da dependência química. O ambiente em que uma pessoa vive, trabalha e socializa pode influenciar significativamente o risco de uso e abuso de substâncias. Sendo assim, a disponibilidade e facilidade de acesso às drogas são fatores importantes, assim como a exposição a ambientes onde o uso de substâncias é comum ou aceito.
O círculo social, incluindo família e amigos, pode exercer uma forte influência, especialmente durante a adolescência e início da idade adulta. Ambientes familiares conflituosos, falta de supervisão parental ou presença de membros da família que usam drogas aumentam o risco.
Além disso, fatores socioeconômicos, como pobreza, desemprego e baixa escolaridade, também podem contribuir. A exposição à mídia e à publicidade de substâncias lícitas, como álcool e tabaco, pode normalizar seu uso.
Por último, experiências traumáticas, estresse crônico e falta de oportunidades de lazer e desenvolvimento pessoal são outros fatores ambientais relevantes que podem levar ao uso de drogas como mecanismo de enfrentamento.
Fatores de risco psicológicos
Os fatores psicológicos desempenham um papel fundamental na vulnerabilidade à dependência química. Transtornos mentais pré-existentes, como depressão, ansiedade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtorno de personalidade borderline, aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de dependência.
Muitas pessoas recorrem às drogas como forma de automedicação para aliviar sintomas de transtornos psiquiátricos não tratados. A baixa autoestima, sentimentos de inadequação e dificuldades em lidar com emoções negativas também são fatores de risco importantes. Traumas psicológicos, especialmente na infância, como abuso físico, sexual ou emocional, podem levar ao uso de substâncias como mecanismo de enfrentamento.
A impulsividade, a busca por sensações e a dificuldade em adiar gratificações são traços de personalidade associados a um maior risco de dependência. Além disso, habilidades de enfrentamento inadequadas, dificuldades em resolver problemas e lidar com o estresse aumentam a vulnerabilidade ao uso de substâncias como escape
A falta de resiliência emocional e a incapacidade de regular emoções também contribuem para o risco de dependência química.

Consequências da dependência: Problemas familiares, sociais, profissionais
Das variáveis da causa, agora vamos para as consequências da dependência química de drogas psicoativas. Neste caso, ainda que também haja múltiplos perfis de adictos – e alguns sendo até funcionais e socialmente ajustados – a maior parte torna afeta diretamente todos ao seu redor. Por isso, compreender esses impactos é crucial para entender a gravidade do problema e a necessidade de intervenção e tratamento adequados.
Problemas familiares
A dependência química tem um impacto devastador nas famílias, muitas vezes sendo o núcleo familiar o primeiro a sentir suas consequências. Geralmente, ele se inicia com a deterioração rápida dos relacionamentos dentro da família Com isso, com a confiança é quebrada e surgem conflitos constantes que levam a um distanciamento emocional entre os membros.
Também é comum o desenvolvimento de codependência, onde os familiares adotam comportamentos disfuncionais na tentativa de “ajudar” o dependente, muitas vezes perpetuando o ciclo vicioso.
A instabilidade financeira torna-se uma realidade à medida que os recursos familiares são desviados para sustentar o vício, causando sérios problemas econômicos. Em casos onde os dependentes são pais, a negligência parental pode se tornar uma triste realidade, afetando profundamente o desenvolvimento emocional e psicológico dos filhos. Infelizmente, a violência doméstica também pode aumentar, com o uso de substâncias elevando a incidência de abusos físicos e emocionais no lar. Além disso, existe o risco de transmissão intergeracional do problema, com filhos de dependentes apresentando maior probabilidade de desenvolver problemas com drogas no futuro, perpetuando um ciclo familiar de dependência.
Problemas sociais causados pelas adicções
Por sua vez, o impacto da dependência química na vida social do indivíduo é profundo e muitas vezes irreversível. Na maioria dos casos, o isolamento social torna-se uma característica marcante, com amizades e relacionamentos saudáveis sendo sacrificados em favor do uso de substâncias.
O dependente frequentemente enfrenta estigmatização, sendo alvo de preconceito e discriminação na comunidade, o que pode levar a um ciclo de marginalização ainda maior. O comportamento antissocial pode se manifestar, com o uso de drogas potencialmente levando a atos ilegais ou violentos, resultando em problemas com a lei e maior isolamento social. Interesses e hobbies que antes eram fonte de prazer e conexão social são gradualmente abandonados, à medida que a droga se torna o foco central da vida do indivíduo.
As habilidades de comunicação são severamente comprometidas, dificultando ainda mais a capacidade de interagir de forma saudável com os outros. Em um contexto mais amplo, o uso de drogas, especialmente as injetáveis, pode contribuir para problemas de saúde pública, como a propagação de doenças infecciosas, afetando não apenas o usuário, mas toda a comunidade.
Problemas profissionais
No âmbito profissional, a dependência química deixa um rastro de destruição que pode comprometer permanentemente a carreira do indivíduo. A queda de produtividade é geralmente o primeiro sinal visível, com o desempenho no trabalho sendo severamente afetado pelo uso de substâncias.
Já o absenteísmo torna-se um problema crônico, com faltas frequentes e atrasos minando a confiabilidade do funcionário. Em profissões que exigem atenção e precisão, o risco de acidentes de trabalho aumenta significativamente, colocando em perigo não apenas o dependente, mas também seus colegas.
Muitos acabam perdendo seus empregos devido ao comportamento errático e baixo desempenho, iniciando um ciclo de instabilidade profissional. A dificuldade em manter empregos por longos períodos torna-se uma constante, prejudicando ainda mais as perspectivas de carreira.
Oportunidades de crescimento profissional são perdidas, e a reputação no mercado de trabalho é seriamente comprometida. Todos esses fatores, combinados com os gastos excessivos com drogas, levam inevitavelmente a sérios problemas financeiros, criando um ciclo vicioso de dependência e precariedade econômica que pode ser extremamente difícil de romper sem ajuda profissional e apoio adequado.
Prevenção e tratamento contra a dependência química: como funciona?
É óbvio que sendo um problema tão complexo e multifacetado, a dependência química não teria nenhuma solução simples ou fácil para combatê-la. Por isso, desconfie sempre quando a alternativa encontrada soar milagrosa ou defender um procedimento padronizado e único para todos os tipos de adicções.
Mas a depender do estágio da dependência química e da avaliação profissional do indivíduo, há ações com comprovação científica que favorecem a prevenção e o tratamento.
Prevenção primária: Educação, campanhas de conscientização
Primeiramente, temos a prevenção primária, que se concentra em evitar o primeiro contato com substâncias psicoativas. Para isso, essa abordagem envolve principalmente educação e campanhas de conscientização, visando informar a população sobre os riscos e consequências do uso de drogas.
Programas educativos são implementados em escolas, comunidades e ambientes de trabalho, fornecendo informações precisas sobre os efeitos das drogas no organismo e na vida social. Campanhas midiáticas são utilizadas para alcançar um público mais amplo, utilizando mensagens impactantes e baseadas em evidências científicas.
Além disso, a prevenção primária também inclui o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, especialmente entre jovens, para fortalecer a resistência às pressões sociais e melhorar a tomada de decisões. Por fim, ela também defende que políticas públicas que restringem o acesso e a publicidade de substâncias lícitas, como álcool e tabaco, são parte importante dessa estratégia preventiva.
Dessa forma, podemos afirmar que seu objetivo final é criar um ambiente social que desencoraje o uso de drogas e promova estilos de vida saudáveis.
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Prevenção secundária: Identificação precoce e intervenção
Já na prevenção secundária da dependência química o foco se concentra na identificação precoce de indivíduos que já iniciaram o uso de substâncias, mas ainda não desenvolveram dependência grave.
Sendo assim, esta abordagem visa intervir rapidamente para evitar a progressão do uso problemático. Profissionais de saúde, educadores e assistentes sociais são treinados para reconhecer sinais iniciais de abuso de substâncias. Ferramentas de triagem e avaliação são utilizadas em ambientes de atenção primária à saúde, escolas e comunidades para identificar pessoas em risco.
Uma vez identificados, esses indivíduos recebem intervenções breves, que podem incluir aconselhamento, terapia motivacional e encaminhamento para serviços especializados quando necessário
A prevenção secundária também envolve o trabalho com famílias e grupos de apoio, fornecendo orientação e recursos para lidar com o uso inicial de substâncias. Programas de redução de danos podem ser implementados para minimizar os riscos associados ao uso de drogas enquanto se trabalha para a cessação.
Tratamento: Abordagens farmacológicas e psicoterápicas
Por fim, o tratamento da dependência química envolve uma combinação de abordagens farmacológicas e psicoterápicas, adaptadas às necessidades individuais de cada paciente. A farmacoterapia utiliza medicamentos para gerenciar sintomas de abstinência, reduzir a fissura e tratar comorbidades psiquiátricas. Medicamentos como metadona, buprenorfina e naltrexona são usados no tratamento da dependência de opióides, enquanto dissulfiram e acamprosato são opções para o alcoolismo.
As abordagens psicoterápicas incluem terapia cognitivo-comportamental, terapia motivacional e terapia familiar. Estas visam modificar padrões de pensamento e comportamento relacionados ao uso de substâncias, fortalecer a motivação para a mudança e melhorar as relações familiares.
Grupos de apoio mútuo, como Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, complementam o tratamento profissional. A eficácia do tratamento depende da abordagem individualizada, considerando fatores biológicos, psicológicos e sociais do paciente.
Comunidades terapêuticas e centros de reabilitação
As comunidades terapêuticas e centros de reabilitação oferecem ambientes estruturados para o tratamento intensivo da dependência química. Isso porque estas instalações proporcionam um afastamento temporário do ambiente usual do paciente, permitindo foco total na recuperação.
As comunidades terapêuticas baseiam-se no modelo de autoajuda e suporte mútuo, onde os residentes participam ativamente de sua própria recuperação e na de seus pares. Atividades diárias incluem terapias em grupo, aconselhamento individual, educação sobre dependência e desenvolvimento de habilidades de vida.
Os centros de reabilitação, por sua vez, oferecem programas mais medicalizados, com supervisão médica constante e terapias especializadas. Ambos os modelos enfatizam a abstinência total e a reintegração gradual à sociedade. A duração do tratamento varia, podendo ser de curto prazo (30 dias) a longo prazo (6-12 meses). O sucesso dessas abordagens depende do comprometimento do paciente e do suporte pós-tratamento.
O que é a redução de danos: vantagens e desvantagens
Imagine que você tem um amigo que adora andar de skate, mas frequentemente se machuca. Em vez de dizer a ele para parar completamente de andar de skate (o que provavelmente não funcionaria), você poderia sugerir que ele use capacete e joelheiras. Pois essa analogia é a essência da redução de danos: reconhecer que algumas pessoas vão usar drogas, independentemente do que digamos, e tentar minimizar os riscos associados a esse uso.
A redução de danos não encoraja o uso de drogas. Ao contrário disso, ela reconhece que o uso de substâncias é uma realidade complexa e busca maneiras de torná-lo menos perigoso para o indivíduo e para a sociedade. Algumas estratégias de redução de danos incluem:
1. Programas de troca de seringas para evitar a transmissão de doenças entre usuários de drogas injetáveis;
2. Distribuição de kits de teste de drogas para que as pessoas possam verificar se há substâncias perigosas misturadas;
3. Criação de espaços seguros onde as pessoas possam usar drogas sob supervisão médica;
4. Educação sobre práticas mais seguras de uso de drogas.
Vantagens do método de redução de danos
A redução de danos apresenta várias vantagens significativas que não podem ser ignoradas. Primeiramente, ela desempenha um papel crucial na preservação de vidas, prevenindo overdoses e reduzindo a propagação de doenças transmissíveis entre usuários de drogas.
Além disso, esta abordagem cria um ambiente mais aberto e acolhedor, onde as pessoas que lutam contra o uso de substâncias se sentem mais à vontade para buscar ajuda sem medo de julgamento ou punição. Isso leva a uma redução notável do estigma associado ao uso de drogas e ao tratamento da dependência, permitindo que mais indivíduos procurem o apoio necessário.
Do ponto de vista econômico, a redução de danos também se mostra vantajosa para a sociedade, sendo geralmente mais custo-efetiva do que lidar com as consequências do uso não supervisionado de drogas, como internações hospitalares de emergência e tratamentos de longo prazo para doenças infecciosas.
Desvantagens da redução de danos
Por outro lado, a abordagem de redução de danos enfrenta algumas críticas e desvantagens que merecem consideração. Uma das principais preocupações é a percepção de que esta estratégia pode ser interpretada como uma forma de “permitir” ou até mesmo encorajar o uso de drogas, o que pode gerar resistência em certos setores da sociedade.
Existe também o risco de que a redução de danos seja mal interpretada como uma aprovação tácita do uso de substâncias ilegais, o que pode complicar os esforços de prevenção e as políticas de controle de drogas. Além disso, a implementação efetiva de estratégias de redução de danos requer uma mudança significativa na forma como a sociedade como um todo vê e aborda o uso de drogas.
Essa transformação cultural e de mentalidade pode ser um processo lento e desafiador, enfrentando resistência de grupos mais conservadores ou daqueles que defendem abordagens mais punitivas para lidar com o uso de drogas.

Debate sobre as drogas ilícitas: Argumentos a favor e contra a legalização
O debate sobre a legalização das drogas ilícitas é um tema complexo e polarizador que, como observamos anteriormente, envolve questões de saúde pública, segurança, direitos individuais e políticas sociais. Por isso, os argumentos a favor e contra a legalização refletem diferentes perspectivas sobre como lidar com o uso de drogas na sociedade.
Aqueles que defendem a legalização argumentam que a proibição tem falhado em reduzir o consumo e o tráfico de drogas, enquanto alimenta a violência e o crime organizado. Eles sustentam que a legalização permitiria regular e controlar melhor o mercado de drogas, reduzindo os riscos associados a substâncias adulteradas e práticas de uso inseguras. Além disso, argumentam que os recursos gastos na guerra às drogas poderiam ser redirecionados para prevenção, tratamento e educação.
Outros pontos importantes em discussão
Por outro lado, os opositores da legalização expressam preocupações sobre o aumento potencial do uso de drogas e seus impactos negativos na saúde pública e na sociedade. Eles temem que a legalização possa normalizar o uso de drogas, levando a um aumento nos problemas de dependência e nos custos de saúde associados.
Críticos da legalização também argumentam que poderia haver consequências não intencionais, como o aumento de acidentes de trânsito relacionados ao uso de drogas ou problemas de produtividade no trabalho. Há preocupações sobre como proteger os jovens e prevenir o uso precoce de drogas em um ambiente onde as substâncias são legais.
Conclusão e perspectivas
Enquanto o debate sobre adicções, drogas psicoativas e dependência química continua em evolução, diferentes países e regiões vêm experimentando várias abordagens, desde a descriminalização até a legalização controlada de certas substâncias.
Mas não devemos esquecer que a complexidade do tema sugere que não há uma solução única que atenda a todas as preocupações. Afinal, qualquer mudança nas políticas de drogas requer um equilíbrio cuidadoso entre saúde pública, segurança e direitos individuais.
Acompanhamento terapêutico: uma solução eficaz no cuidado com adictos em tratamento
Para finalizar, é importante abordar o trabalho inovador e eficiente, que vem se popularizando em todo o mundo como um serviço auxiliar no tratamento da dependência química. Trata-se dos serviços oferecidos pelos acompanhantes terapêuticos, como é o caso da EnLite Care.
Na prática, acontece uma avaliação do paciente e a criação de um projeto terapêutico personalizado. Com isso, uma equipe de profissionais busca compreender os objetivos e expectativas que precisam ser realizados a curto, médio e longo prazo. O que favorece, por exemplo, o abandono de uma adicção a partir de um acompanhamento humanizado.
Serviços disponíveis através do acompanhamento terapêutico
Atualmente, a EnLite Care conta com 3 pacotes de cuidado humano, que se adequam a diferentes cenários para quem precisa de acompanhamento terapêutico. O serviço se adapta, por exemplo, para adictos em tratamento ou ex-dependentes que precisam de supervisão ou estímulos para reduzir ou inibir situações de recaídas.
Os pacotes vão desde a períodos mensais de 8 horas com acompanhamentos em consultas, turnos, trâmites e compras até períodos de 120 horas, úteis por exemplo, para acompanhar um familiar que não pode ficar sozinho durante uma viagem dos familiares.
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Saúde mental é inegociável: conte com a EnLite para cuidar dela!
Após compreender de modo informativo e sem tabus tudo que se relaciona com a dependência química, adicções e drogas psicoativas, convidamos você a conhecer a EnLite. Com foco em se tornar referência como uma rede internacional de acompanhantes terapêuticos, nós somos uma clínica sem paredes, especializada em saúde mental e cuidado humano.
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Dessa forma, a recuperação de quem busca por nossos serviços torna-se o resultado mais importante para nós.Para mais conteúdos sobre acompanhamento terapêutico e saúde mental, acesse outros artigos no Blog da EnLite.
